Durante o período de colonização da Britânia; os Romanos conviveram e confrontaram diversas tribos celtas (muitas delas subjugadas e extintas pelo enorme poderio bélico dos invasores). Foi o caso da Tribo Dumnonii; que habitava o extremo sudoeste da ilha (atual Cornualha).
Na verdade, o povo Dumnonii era apenas um dentre as dez tribos que habitavam a região (Iceni, Trinovantes, Catuvellauni, Cantiaci, Regnenses, Atrebates, Dobunni, Belgae, Durotriges e Dumnonii); mas que data a similaridade da cultura e língua; aos olhos Romanos; todas essas tribos compunham uma única nação (Dumnonia).
Em 43 d.C.; o futuro Imperador Vespasiano liderou a Legio II Augusta e combateu as tribos Dumnonni e Durotriges. Apesar das muitas baixas e derrotas para os selvagens, esta legião romana provou ser uma das melhores unidades. Tanto que em 52, também derrotou a poderosa Tribo Silures (cujo território se estendida do sul de Gales ao norte da Dumnonia). Entre 66 e 74, diversos acampamentos militares transformaram-se em Cidades-Fortalezas.
Apesar de novas tecnologias e do intercâmbio cultural; o povo celta jamais perdeu sua identidade...
Após Três Séculos de dominação romana; a antiga Dumnonia deu origem a duas províncias (Devon e Cornwall). Porém, nunca houve (de fato) uma "unidade" entre os povos e as vilas que as compunham - sendo meramente uma designação estrangeira, sem reflexos práticos na vida cotidiana local.
No ano de 658, as tropas de Wessex (sob o comando do Rei Cynewulf) invadiram o território de Devon (para impedir o avanço do Reino de Mercia no sul da ilha). Só não esperavam encontrar tamanha resistência entre os nativos, que violentamente rechaçaram as tentativas de dominar a região!
Isto deu início a uma longa sequencia de combates e animosidades, que se arrastou por mais de duzentos anos...
Até que em 876, o Rei Alfred de Wessex e o Rei Dungarth de Cornwall se encontraram na cidade de Exmoor (território de Devon); e selaram um "acordo de cooperação mútua" para o combate aos invasores vikings (inimigo em comum de ambos). Mas a paz só fora oficializada em 927, quando o Rei Athelstane (que havia unificado o trono de Wessex e Mércia) reconheceu a independência e a soberania da região, tratando-os "aequo jure" ("como iguais", em uma tradução livre).
Em 1.067, pouco após assumir o trono inglês; o Rei William I reconheceu a importância de garantir a lealdade dos líderes locais (nomeando-os Barões e Lordes; ao invés de impor seus "regentes de confiança"). Esta medida relativamente "simples" garantiu sua estabilidade no cargo (principalmente nos primeiros anos, enquanto os Anglo-Saxões tentavam a todo custo recuperar o poder perdido para os Normandos).
Contudo, em 1.130; o Rei Henry I (já enfraquecido política, econômica e militarmente) cedeu às pressões da Igreja e assinou o Tratado de Cornwall - outorgando à Ordem dos Cavaleiros Templários a posse e o controle feudal da porção sudoeste da Ilha da Bretanha...
Obviamente, este Tratado não respeitou a autonomia e a independência conquistada pelos herdeiros dos antigos povos da Dumnonia. E tão logo os Templários reivindicaram o controle da região; os Lordes das principais cidades declararam guerra a eles!
O orgulhoso povo que nunca fora conquistado (nem por romanos, vikings, anglos-saxões ou normandos); finalmente enfrentou um exército que não conseguiu vencer...
Uma a uma, as cidades foram sucumbindo e reconhecendo a superioridade militar templária...
Até que o último bastião da resistência Cornish decidiu unir-se aos inimigos!
Lord Byron Bostwick (Senhor de Redruth); tal como o Rei Dungarth fizera quase três séculos antes; propôs um "acordo de cooperação mútua" com o líder da Ordem Templária (Eric Lestrade); visando o combate a um poderoso inimigo em comum (Pagliacci)...
Esta união foi bem sucedida e a ameaça controlada - encerrando a chamada "Guerra Vermelha"!
Entre 1.136 e 1.138, Eric Lestrade e seus homens lideraram uma revolta contra a Ordem Templária (fundando a Ordem Sagrada Fleur d' Liz); e em 21 de Junho de 1.138; declararam a independência do Reino de Devon!
Seguindo o exemplo do Rei Godfrey de Bouillon (primeiro governante de Jerusalém após as Primeiras Cruzadas); Eric Lestrade preferiu adotar o título de "Príncipe-Regente" ao invés de "Rei" (argumentando que nenhum homem deveria usar uma coroa; depois que Jesus Cristo usou uma coroa de espinhos no calvário). Mesmo assim, sua autoridade jamais fora questionada...
Com a paz, veio o rápido progresso e a prosperidade!
Usando um sistema econômico baseado na legitimidade dos bens privados e na irrestrita liberdade de comércio e serviços (bem diferente do sistema feudal - onde os títulos de nobreza valiam mais do que os méritos pessoais); o Reino de Devon transformou-se num "oásis libertário"; atraindo artistas, camponeses, guerreiros, mercenários e, claro, também os párias da sociedade feudal (como árabes, judeus, negros, pagãos, ciganos e outras minorias). Poucos tributos, mínima intervenção estatal e máxima liberdade individual contribuíram decisivamente para o aumento populacional e a grande circulação de mercadorias e riquezas!
Obviamente, o Reino também enfrenta problemas...
Além das ameaças externas (como os ataques vikings; as frequentes retaliações dos Templários e as tensas relações diplomáticas com a Inglaterra, Gales, França e Irlanda); existem muitos problemas internos (criminalidade, discriminação racial e religiosa, assassinatos, estupros etc).
Redruth mantém-se "independente" (livre do controle direto da Ordem Sagrada Fleur d' Liz); embora detenha o status de capital do Reino de Devon!
Outras vilas e cidades importantes são Penzance, Helston, Fallmouth, Truro, St. Austell, Newquay, Bodmin, Liskeard, Tintagel, Plymouth, Brixham, Torquay, Exeter, Dartmoor, Exmoor, Taunton, Bridgwater, Yeovil, Dorchester e Weymouth.

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