sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Ilha da Bretanha



A Grã-Bretanha é uma das muitas ilhas britânicas da Europa e que abrange a maior parte do Reino Unido. Atualmente, esta ilha abriga três das quatro nações britânicas: Escócia (ao norte); País de Gales (à oeste); e a Inglaterra (centro-sul). Apenas a Irlanda ocupa a ilha "vizinha".

Sua área total gira em torno de 230 mil km²; mas a ilha é relativamente estreita (cerca de 1.000 km entre a costa sul e o extremo norte; e pouco mais de 500 km de "largura máxima"). Seu clima é temperado; com grandes períodos de chuva ao longo do ano. A temperatura varia ao longo das estações, mas raramente fica abaixo de -10º ou acima de 30º Celsius. É relativamente comum a ocorrência de neve (principalmente ao norte); mas as nevascas mais severas ocorrem apenas nas regiões montanhosas. Seu solo é pouco fértil e muito rochoso, prejudicando a agricultura (focada essencialmente na produção de trigo, cevada, aveia, batatas e beterraba). Em compensação, as infinitas pastagens verdejantes favorecem a pecuária e a avicultura. E a pesca representa a "base" da alimentação britânica (principalmente nas regiões litorâneas).

Indícios arqueológicos demonstram que a Ilha da Bretanha já era habitada por volta de 3.000 anos antes de Cristo (o monumento megalítico de Stonehenge, por exemplo, foi construído durante a Idade do Bronze - por volta de 2.300 a.C.). Porém, os primeiros povos não deixaram documentos escritos; o que dificulta o estudo de sua história e sua cultura. As técnicas de trabalho em ferro chegaram à Grã-Bretanha por volta de 750 a.C. (provenientes do sul da Europa). Por volta de 500 a.C., a chamada "Cultura Celta" havia alcançado quase todas as ilhas britânicas. Os Bretões da Idade do Ferro viviam em grupos tribais organizados (governados por um chefe).

A primeira menção histórica à região é do Massaliote Periplus (um manual de navegação para comerciantes, provavelmente datado do Século VI a.C.). Pytheas de Massília o escreveu, relatando sua viagem de negócios à ilha (ocorrida por volta de 325 a.C.). Mais tarde, outros autores (tais como Plinium, o Velho; e Diodorum Siculum) mencionaram o comércio de estanho proveniente do sul da ilha. Tacitus registrou que a língua falada na Grã-Bretanha não era muito diferente da empregada na Gália Setentrional; e notou que as várias tribos britânicas possuíam características físicas semelhantes às dos seus vizinhos continentais.

Em duas ocasiões (em 55 e 54 a.C.); Julius Caesar invadiu as ilhas e escreveu em seu De Bello Gallico que a população local era numerosa e tinha muito em comum com outras tribos da Idade do Ferro no continente - mas não logrou conquistar território (limitando-se a estabelecer "Estados-Clientes" para Roma). Em 43, o Imperador Claudius foi bem-sucedido em nova tentativa de invasão; dando início à Província Romana da Britânia.

Os Britânicos defenderam bravamente suas terras; mas os Romanos, militarmente superiores; conseguiram dominar a ilha - iniciando uma forte repressão ao Druidismo (religião pagã mais popular entre os nativos). Os Romanos fundaram cidades (como Londres, por exemplo) e fortalezas - utilizando engenharia e arquitetura nunca antes vistas na Britânia. Também ergueram muralhas (como a de Adriano - que cruzava a Grã-Bretanha de oeste para leste; cujo propósito era impedir incursões militares de tribos do norte contra o território da Província Romana).

A influência romana também foi muito forte na cultura religiosa britânica. Primeiro, a própria história dos Deuses Celtas foi desaparecendo; transformando-os apenas em Deuses Romanos com nomes celtas (uma relação mais ou menos parecida com a da Mitologia Grega com a Romana). Os romanos também levaram para a ilha o Cristianismo (que, quando da retirada das forças romanas no Século V; já tinha força considerável na Grã-Bretanha). Depois, as próprias disputas internas aumentaram a influência do Cristianismo, fazendo o Druidismo desaparecer gradativamente (e sem deixar muitos registros históricos - já que os Druidas recusavam-se a escrever sobre seus dogmas e rituais).

Curiosamente, há poucas fontes históricas referentes à ocupação romana da Grã-Bretanha. Apenas uma frase sobreviveu a respeito das razões para a construção da Muralha de Adriano. A invasão de Claudius foi bem documentada; e Tacitum incluiu a Rebelião de Boadiceia (de 61 a.C.) na sua história. Na altura do Século V; a influencia romana já havia declinado consideravelmente. As legiões deixaram a ilha (provavelmente na mesma época das invasões saxônicas).

Na esteira do colapso de Roma; por volta de 410 d.C. a Grã-Bretanha foi progressivamente ocupada por povos germânicos. Conhecidos coletivamente como Anglo-Saxões; estes grupos incluíam os Jutos (da Jutlândia); os Saxões (provenientes do noroeste da Alemanha); e os Anglos (provenientes do atual Estado Eslésvico-Holsácia - também na Alemanha). Os Jutos foram o principal grupo de colonizadores em Kent, na Ilha de Wright e de partes da costa de Hampshire; enquanto os Saxões predominaram em todas as outras áreas ao sul do Rio Tâmisa e em Essex e Middlesex. Já os Anglos fixaram-se em Norfolk, Suffolk, Midlands e territórios do norte.

A população da Grã-Bretanha diminuiu drasticamente após o período romano. A redução parece ter sido causada principalmente pela peste e varíola. Sabe-se que a Praga de Justiniano entrou para o mundo mediterrâneo no Século VI e chegou pela primeira vez nas Ilhas Britânicas em 544 ou 545 (quando atingiu a Irlanda). O Annales Cambriae menciona a morte de Maelgwin Gwyned (Rei de Gwynedd) desta peste em 547.

A Cristianização da Grã-Bretanha Anglo-Saxã começou por volta do ano 600 - influenciada pelo Cristianismo Céltico (a partir do noroeste da ilha); e da Igreja Católica Romana (a partir do sudeste). Santo Agostinho (primeiro Arcebispo da Cantuária) assumiu o cargo em 597; e no ano de 601, ele batizou o primeiro Rei Anglo-Saxão pagão (Penda de Mércia - que morreu em 655).

Entre os Séculos VII e VIII; a ilha foi dividida em Sete Reinos Maiores (Wessex, Sussex, Kent, Essex, East Anglia, Mércia e Northumbria); e outros Reinos Menores (Dumnonia, Gwent, Dyfed, Powys, Gwynedd e as tribos escocesas).

A Crônica Anglo-Saxônica registra a incursão de vikings contra o Mosteiro de Lindisfarne (em 793); como o "ponto de partida" da longa história de ataques nórdicos contra a Grã-Bretanha...

Após um período de saques e incursões; os Vikings começaram a colonizar a Grã-Bretanha (inclusive comercializando produtos com os Reinos Bretões). Chegaram em barcos com bons exércitos (na maioria dinamarqueses); e tomaram para si praticamente todos os Reinos Menores (que eram independentes). A partir do fim do Século IX; os nórdicos governavam parte considerável do território britânico (no que era conhecido como Danelaw).

Alfred, o Grande; impediu a invasão dos Vikings em seu reino (Wessex); por meio da construção de diversas fortalezas. Seu sucesso contra as incursões nórdicas e a reorganização do reino por ele empreendida fizeram com que a história lhe outorgasse o epíteto "O Grande". Alfred morreu em 899 e foi sucedido por seu filho (Edward, o Velho). O herdeiro do trono iniciou um programa de expansão do "modelo alfrediano" (construção de fortalezas e cidades protegidas); que fora aplicado em todos os Sete Reinos (reduzindo as animosidades dentre as coroas).

O Rei Athelstan assumiu o trono de Wessex em 924 e deu prosseguimento ao trabalho de seu antecessor na luta contra os Vikings. Em 927, o Reino de Mércia aceitou Athelstan como seu regente; e pela primeira vez, um Anglo-Saxão governou a Grã-Bretanha unificada. Em 937, derrotou a aliança formada pelo Rei Olav de Dublin; Rei Constantine da Escócia; e o Rei Owen de Strathclyde (todos eles de origem viking) na chamada Batalha de Brunanburh; o que consolidou seu controle sobre as terras geladas do norte da Bretanha. Isto sem falar no combate às tribos "independentes" da Dumnonia...

No final do Século X, houve novos ataques escandinavos à Inglaterra. E após a morte do Rei Athelstan; seu herdeiro (Edmund II) foi morto, pouco depois de assumir o trono inglês - sendo substituído por Canut, o Grande (filho de Sweyn, Rei da Dinamarca); que unificou o trono britânico com o Reino Nórdico de seu pai (dominando, assim, quase todo o norte da Europa).

A Grã-Bretanha viveu décadas de guerras entre os herdeiros de Athelstan e de Canut...

Até que em 28 de Setembro de 1.066, William da Normandia invadiu a ilha e combateu ambos os grupos (anglos-saxões e vikings) - muito desgastados após décadas de confrontos. Em 14 de Outubro, na Batalha de Hastings; William derrotou os exércitos ingleses e assassinou o Rei Harold da Noruega - consolidando a sua conquista do trono! Obviamente, houve uma série de rebeliões inglesas e várias invasões nórdicas; mas o Rei William foi capaz de reprimir toda a resistência ao seu governo; estabelecendo um governo duradouro...

A conquista normanda levou a uma mudança radical na história do Estado Inglês. William ordenou a compilação do Domesday Book (uma ampla pesquisa de toda a população e suas terras; que auxiliou na redistribuição de títulos de propriedade; para fins de tributação); e instituiu o idioma francês normando como "língua oficial" na corte britânica; além de fomentar a produção de grãos, leite e carne - comercializando com a França os excedentes de produção.

Henry I (quarto filho de William) sucedeu seu irmão mais velho (William II) como Rei da Inglaterra em 1.100. Ele trabalhou duro para reformar e estabilizar o país; reduzindo as diferenças entre os povos Anglo-Saxões e os Normandos. O regente contou com o apoio dos Barões, da Igreja e do Exército Britânico; mas para isso, foi obrigado a "retribuir gentilezas"...

Uma delas fora a doação de terras da Cornualha à Ordem dos Cavaleiros Templários (em 1.130).

Após sua morte (em 1.135); quem assumiu o trono foi sua filha Matilda. Mas os Barões, a Igreja e o Exército (os três pilares de sustentação do governo de Henry) não apoiaram a Rainha. Isto foi decisivo para que seu primo (Stephen I) se auto-proclamasse o novo Rei da Inglaterra!

Mais uma vez, a Grã-Bretanha mergulhou numa terrível Guerra Civil...

Só em 19 de Dezembro de 1.154 é que o filho de Matilda e do Conde Godfrey de Anjou (Henry II) foi coroado Rei da Inglaterra (após a morte "misteriosa" de seu tio Stephen); encerrando a guerra civil pelo trono de Londres (embora tenha herdado um reino fragmentado).

Desde a infância, Henry II demonstrou ter um temperamento incontrolável (além de impulsos sádicos) - não muito diferente de sua mãe. Tem pouco senso de certo ou errado. Apesar de seu gênio forte, é muito displicente, cruel e não muito inteligente (características que, combinadas, o tornam pendente a julgamentos ruins e irracionais). É um jovem bonito, alto, com cabelos encaracolados e belos olhos verdes (o que o deixa com um aspecto angelical); apesar de seu olhar de desdém. Usa sempre as mais finas vestes e acessórios (como é esperado do Rei Inglês).

Ao longo deste primeiro ano de reinado, Henry II vem se mostrando um governante energético (e as vezes implacável); motivado pelo desejo de restaurar as terras e privilégios de seu avô...


Cruzadas



Chama-se Cruzada todos os movimentos militares de inspiração cristã; que partiram da Europa Ocidental em direção à Terra Santa (nome pelo qual os cristãos denominavam a Palestina) e à cidade de Jerusalém com o intuito de conquistá-las, ocupá-las e mantê-las sob domínio cristão. Estes movimentos estenderam-se entre os Séculos XI e XIII (época em que a Palestina estava sob controle dos muçulmanos). No Oriente Médio, as Cruzadas foram chamadas de "Invasões Francas"; já que os povos locais viam estes movimentos armados como invasões e porque a maioria dos Cruzados vinham dos territórios do antigo Império Carolíngio (e se autodenominavam Francos).

Após a morte do Profeta Maomé (no ano de 632); os exércitos árabes rebelaram-se contra seus antigos dominadores (especialmente os Bizantinos e os Persas). Foram quase trinta anos de guerra, até que os últimos focos de resistência fossem derrotados. Nascia assim um "império" que abrangia uma parte da Síria, da Palestina, do Egito e do norte da África; que também se estendeu sobre a Índia, a Península Ibérica, o sul da França e da Itália (entre outras ilhas mediterrâneas).

Tendo se tornado uma civilização tolerante e brilhante sob o ponto de vista intelectual, arquitetônico e artístico; esse "império" sofreu de gigantismo (e viu enfraquecer-se militar e politicamente). Aos poucos, as zonas mais longínquas tornaram-se independentes ou então foram recuperadas pelos seus inimigos (Bizantinos, Francos, Reinos Neo-Godos e outros).

No Século X, essa desagregação acentuou-se (em parte devido à influência de grupos mercenários convertidos ao islã; que tentaram criar reinos separados). Os Turcos Seljúcidas procuraram impedir esse processo e conseguiram unificar uma parte do território. Acentuaram a guerra contra os cristãos, esmagaram as forças bizantinas em 1.071 (conquistando, assim, o leste e o centro da Anatólia); e a cidade de Jerusalém (em 1.078).

Depois de um período de expansão nos Séculos X e XI, o Império Bizantino viu-se em sérias dificuldades: revoltas de nômades ao norte da fronteira e perda dos territórios na Península Itálica (conquistados pelos Normandos). Internamente, a expansão dos grandes domínios (em detrimento do pequeno campesinato) resultou na diminuição dos recursos financeiros e humanos disponíveis ao Estado. Como solução, o Imperador Aleixo I Comneno decidiu pedir auxílio militar ao Ocidente para fazer frente à ameaça Seljúcida.

O domínio dos Turcos Seljúcidas sobre a Palestina foi percebido pelos cristãos do Ocidente como uma ameaça e uma forma de repressão sobre os peregrinos e os cristãos do Oriente. Assim, o Papa Urbano II convocou os nobres franceses a libertar a Terra Santa (em 1.095, durante o Concílio de Clermont), recolocando a cidade de Jerusalém sob a soberania cristã (apresentando a essa expedição militar como uma forma de penitência). A multidão presente aceitou entusiasticamente o desafio e logo partiu em direção ao Oriente Médio, sobrepondo uma cruz vermelha sobre suas roupas (daí terem recebido o nome de "Cruzados").

Ao pregar e prometer a salvação a todos aqueles que morressem em combate contra os muçulmanos; o Papa Urbano II criou um exército poderoso. Seu discurso inflamado comoveu a multidão com os infortúnios dos Cristãos do Oriente; e Vossa Santidade sublinhou que até os criminosos poderiam lutar contra os verdadeiros inimigos da (e, assim, obter a redenção por seus pecados); colocando-se ao serviço de uma boa causa. O apelo foi feito a todos, sem distinção entre ricos e pobres.

Por volta de 1.097, um exército de mais de 30 mil homens (dentre eles muitos peregrinos) cruzou a Ásia Menor, partindo de Constantinopla. Os Cruzados fizeram um acordo com o Imperador Bizantino (devolveriam os territórios conquistados pelos turcos; em troca de alimentos e recursos). Só que os Bizantinos esperavam um exército rígido, disciplinado e obediente aos seus comandos (e não aquelas turbas incontroláveis, pouco disposta a entregar os tesouros conquistados em combate). Logo, as promessas e os acordos foram desrespeitados, à medida que a marcha militar prosseguia...

Embora a cavalaria pesada e a infantaria franca não tivessem experiência em lutar contra a cavalaria leve e os arqueiros turcos (e vice-versa); a resistência e a força dos europeus se sobressaiu - obtendo uma série de vitórias (a maioria muito difíceis).

Em Junho de 1.097, os Cruzados cercaram e tomaram a Cidade-Fortaleza de Niceia (devolvendo-a aos Bizantinos). Em Julho, foram atacados pelos Turcos em Dorileia; mas conseguiram vencê-los e, após penosa marcha, chegaram aos arredores de Antioquia em Outubro. Foi um longo cerco às suas muralhas; até que a cidade fora tomada no início de Junho de 1.098.

Godfrey de Bouillon (após outro longo cerco) conquistou Jerusalém em 1.099.

Houve um terrível massacre dos árabes em todas as conquistas. Saques, estupros e mortes eram comuns, feitos em grande escala (independentemente da idade, fé ou sexo das vítimas). Por vezes os próprios cristãos se horrorizavam com a carnificina causada por eles...

Após a vitória, era preciso organizar as conquistas. Surgiram quatro Estados Cruzados: Condado de Edessa, Principado de Antioquia, Condado de Trípoli e o Reino de Jerusalém.

O sucesso da Primeira Cruzada, mesmo com as indisciplinadas tropas; foi até certo ponto uma surpresa - e só ocorreu porque a campanha coincidiu com um momento de desordem naquela "periferia" do mundo islâmico. Mas rapidamente os muçulmanos iriam reagir.

Os Governantes Cruzados encontravam-se em grande desvantagem numérica em relação às populações muçulmanas que eles tentavam controlar; e sua cultura e religião eram "estranhas demais" para cativar os residentes da região. Por isso, nas décadas seguintes, os dois lados mantiveram um clássico conflito de guerrilha: os cavaleiros francos eram muito fortes (mas lentos); enquanto os árabes não aguentavam um ataque de cavalaria pesada (mas podiam cavalgar em círculos em volta dela, na esperança de incapacitar as unidades dos francos e fazer emboscadas no deserto).

Muitos dos combatentes retiraram-se após a conquista de Jerusalém (incluindo seus comandantes); mas um núcleo ficou (estima-se que algumas centenas de cavaleiros e milhares de homens); e com a euforia da vitória, mais voluntários seguiram para o Oriente. Os contingentes eram de diversas nacionalidades (e continuavam pouco organizados). Suas motivações eram as mais variadas: se alguns pretendiam novas terras ou redimir-se de seus pecados; haviam também aqueles que "apenas" pretendiam lutar, cobrir-se de glória, bençãos espirituais e voltar para sua terra natal.

Em 1.118, foi fundada por Hugo de Payens e mais Oito Cavaleiros Cruzados (com o apoio do Rei Baldwin II de Jerusalém) a chamada Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão (em latim: Ordo Pauperum Commilitonum Christi Templique Salominici); ou simplesmente Ordem dos Cavaleiros Templários; com a finalidade inicial de proteger os peregrinos que se dirigiam à Jerusalém (vítimas de ladrões e de muçulmanos).

Sua sede fora estabelecida no Monte do Templo (onde havia o Templo do Rei Salomão e, posteriormente, fora construída a Mesquita de Al-Aqsa); e seus membros fizeram Voto de Pobreza e de Castidade (para se tornarem monges). Usavam mantos brancos, com a característica cruz vermelha sobre o peito (lembrando sua origem cruzada); e juravam sua fé em Cristo.

A regra dessa Ordem Religiosa de Monges Guerreiros foi escrita por São Bernardo. A sua divisa foi extraída do livro dos Salmos (Slm. 115:1): "Non nobis Domine, non nobis, sed nomini tuo ad gloriam" (traduzida como: "não a nós, Senhor, não a nós, mas pela glória de teu nome").

Graças ao enorme fervor religioso e à sua poderosa força militar; rapidamente a organização cresceu, tanto em número de membros quanto em poder (tornando-se uma das favoritas da caridade em toda a cristandade); gerindo uma vasta infraestrutura econômica, inovando em técnicas financeiras que constituíam o embrião do sistema capitalista; além de erguerem fortificações por toda a Europa e Oriente Médio. Em uma década, a Ordem ganhou isenções e privilégios (dentre os quais o de que seu líder teria o direito de se comunicar diretamente com o Papa); tornando-se "oficialmente" o "Exército de Deus". Isto sem falar nos benefícios que a Ordem recebeu dos soberanos europeus (cujo poder tornou-se insignificante, ante a "rede de influência global" desta organização)...


Reino de Devon



Durante o período de colonização da Britânia; os Romanos conviveram e confrontaram diversas tribos celtas (muitas delas subjugadas e extintas pelo enorme poderio bélico dos invasores). Foi o caso da Tribo Dumnonii; que habitava o extremo sudoeste da ilha (atual Cornualha).

Na verdade, o povo Dumnonii era apenas um dentre as dez tribos que habitavam a região (IceniTrinovantesCatuvellauniCantiaciRegnensesAtrebatesDobunniBelgaeDurotriges e Dumnonii); mas que data a similaridade da cultura e língua; aos olhos Romanos; todas essas tribos compunham uma única nação (Dumnonia).

Em 43 d.C.; o futuro Imperador Vespasiano liderou a Legio II Augusta e combateu as tribos Dumnonni e Durotriges. Apesar das muitas baixas e derrotas para os selvagens, esta legião romana provou ser uma das melhores unidades. Tanto que em 52, também derrotou a poderosa Tribo Silures (cujo território se estendida do sul de Gales ao norte da Dumnonia). Entre 66 e 74, diversos acampamentos militares transformaram-se em Cidades-Fortalezas.

Apesar de novas tecnologias e do intercâmbio cultural; o povo celta jamais perdeu sua identidade...

Após Três Séculos de dominação romana; a antiga Dumnonia deu origem a duas províncias (Devon e Cornwall). Porém, nunca houve (de fato) uma "unidade" entre os povos e as vilas que as compunham - sendo meramente uma designação estrangeira, sem reflexos práticos na vida cotidiana local.

No ano de 658, as tropas de Wessex (sob o comando do Rei Cynewulf) invadiram o território de Devon (para impedir o avanço do Reino de Mercia no sul da ilha). Só não esperavam encontrar tamanha resistência entre os nativos, que violentamente rechaçaram as tentativas de dominar a região!

Isto deu início a uma longa sequencia de combates e animosidades, que se arrastou por mais de duzentos anos...

Até que em 876, o Rei Alfred de Wessex e o Rei Dungarth de Cornwall se encontraram na cidade de Exmoor (território de Devon); e selaram um "acordo de cooperação mútua" para o combate aos invasores vikings (inimigo em comum de ambos). Mas a paz só fora oficializada em 927, quando o Rei Athelstane (que havia unificado o trono de Wessex e Mércia) reconheceu a independência e a soberania da região, tratando-os "aequo jure" ("como iguais", em uma tradução livre).

Em 1.067, pouco após assumir o trono inglês; o Rei William I reconheceu a importância de garantir a lealdade dos líderes locais (nomeando-os Barões e Lordes; ao invés de impor seus "regentes de confiança"). Esta medida relativamente "simples" garantiu sua estabilidade no cargo (principalmente nos primeiros anos, enquanto os Anglo-Saxões tentavam a todo custo recuperar o poder perdido para os Normandos).

Contudo, em 1.130; o Rei Henry I (já enfraquecido política, econômica e militarmente) cedeu às pressões da Igreja e assinou o Tratado de Cornwall - outorgando à Ordem dos Cavaleiros Templários a posse e o controle feudal da porção sudoeste da Ilha da Bretanha...

Obviamente, este Tratado não respeitou a autonomia e a independência conquistada pelos herdeiros dos antigos povos da Dumnonia. E tão logo os Templários reivindicaram o controle da região; os Lordes das principais cidades declararam guerra a eles!

O orgulhoso povo que nunca fora conquistado (nem por romanos, vikings, anglos-saxões ou normandos); finalmente enfrentou um exército que não conseguiu vencer...

Uma a uma, as cidades foram sucumbindo e reconhecendo a superioridade militar templária...

Até que o último bastião da resistência Cornish decidiu unir-se aos inimigos!

Lord Byron Bostwick (Senhor de Redruth); tal como o Rei Dungarth fizera quase três séculos antes; propôs um "acordo de cooperação mútua" com o líder da Ordem Templária (Eric Lestrade); visando o combate a um poderoso inimigo em comum (Pagliacci)...

Esta união foi bem sucedida e a ameaça controlada - encerrando a chamada "Guerra Vermelha"!

Entre 1.136 e 1.138Eric Lestrade e seus homens lideraram uma revolta contra a Ordem Templária (fundando a Ordem Sagrada Fleur d' Liz); e em 21 de Junho de 1.138; declararam a independência do Reino de Devon!

Seguindo o exemplo do Rei Godfrey de Bouillon (primeiro governante de Jerusalém após as Primeiras Cruzadas); Eric Lestrade preferiu adotar o título de "Príncipe-Regente" ao invés de "Rei" (argumentando que nenhum homem deveria usar uma coroa; depois que Jesus Cristo usou uma coroa de espinhos no calvário). Mesmo assim, sua autoridade jamais fora questionada...

Com a paz, veio o rápido progresso e a prosperidade!

Usando um sistema econômico baseado na legitimidade dos bens privados e na irrestrita liberdade de comércio e serviços (bem diferente do sistema feudal - onde os títulos de nobreza valiam mais do que os méritos pessoais); o Reino de Devon transformou-se num "oásis libertário"; atraindo artistas, camponeses, guerreiros, mercenários e, claro, também os párias da sociedade feudal (como árabes, judeus, negros, pagãos, ciganos e outras minorias). Poucos tributos, mínima intervenção estatal e máxima liberdade individual contribuíram decisivamente para o aumento populacional e a grande circulação de mercadorias e riquezas!

Obviamente, o Reino também enfrenta problemas...

Além das ameaças externas (como os ataques vikings; as frequentes retaliações dos Templários e as tensas relações diplomáticas com a Inglaterra, Gales, França e Irlanda); existem muitos problemas internos (criminalidade, discriminação racial e religiosa, assassinatos, estupros etc).

Redruth mantém-se "independente" (livre do controle direto da Ordem Sagrada Fleur d' Liz); embora detenha o status de capital do Reino de Devon!

Outras vilas e cidades importantes são Penzance, Helston, Fallmouth, Truro, St. Austell, Newquay, Bodmin, Liskeard, Tintagel, Plymouth, Brixham, Torquay, Exeter, Dartmoor, Exmoor, Taunton, Bridgwater, Yeovil, Dorchester e Weymouth.


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