A Grã-Bretanha é uma das muitas ilhas britânicas da Europa e que abrange a maior parte do Reino Unido. Atualmente, esta ilha abriga três das quatro nações britânicas: Escócia (ao norte); País de Gales (à oeste); e a Inglaterra (centro-sul). Apenas a Irlanda ocupa a ilha "vizinha".
Sua área total gira em torno de 230 mil km²; mas a ilha é relativamente estreita (cerca de 1.000 km entre a costa sul e o extremo norte; e pouco mais de 500 km de "largura máxima"). Seu clima é temperado; com grandes períodos de chuva ao longo do ano. A temperatura varia ao longo das estações, mas raramente fica abaixo de -10º ou acima de 30º Celsius. É relativamente comum a ocorrência de neve (principalmente ao norte); mas as nevascas mais severas ocorrem apenas nas regiões montanhosas. Seu solo é pouco fértil e muito rochoso, prejudicando a agricultura (focada essencialmente na produção de trigo, cevada, aveia, batatas e beterraba). Em compensação, as infinitas pastagens verdejantes favorecem a pecuária e a avicultura. E a pesca representa a "base" da alimentação britânica (principalmente nas regiões litorâneas).
Indícios arqueológicos demonstram que a Ilha da Bretanha já era habitada por volta de 3.000 anos antes de Cristo (o monumento megalítico de Stonehenge, por exemplo, foi construído durante a Idade do Bronze - por volta de 2.300 a.C.). Porém, os primeiros povos não deixaram documentos escritos; o que dificulta o estudo de sua história e sua cultura. As técnicas de trabalho em ferro chegaram à Grã-Bretanha por volta de 750 a.C. (provenientes do sul da Europa). Por volta de 500 a.C., a chamada "Cultura Celta" havia alcançado quase todas as ilhas britânicas. Os Bretões da Idade do Ferro viviam em grupos tribais organizados (governados por um chefe).
A primeira menção histórica à região é do Massaliote Periplus (um manual de navegação para comerciantes, provavelmente datado do Século VI a.C.). Pytheas de Massília o escreveu, relatando sua viagem de negócios à ilha (ocorrida por volta de 325 a.C.). Mais tarde, outros autores (tais como Plinium, o Velho; e Diodorum Siculum) mencionaram o comércio de estanho proveniente do sul da ilha. Tacitus registrou que a língua falada na Grã-Bretanha não era muito diferente da empregada na Gália Setentrional; e notou que as várias tribos britânicas possuíam características físicas semelhantes às dos seus vizinhos continentais.
Em duas ocasiões (em 55 e 54 a.C.); Julius Caesar invadiu as ilhas e escreveu em seu De Bello Gallico que a população local era numerosa e tinha muito em comum com outras tribos da Idade do Ferro no continente - mas não logrou conquistar território (limitando-se a estabelecer "Estados-Clientes" para Roma). Em 43, o Imperador Claudius foi bem-sucedido em nova tentativa de invasão; dando início à Província Romana da Britânia.
Os Britânicos defenderam bravamente suas terras; mas os Romanos, militarmente superiores; conseguiram dominar a ilha - iniciando uma forte repressão ao Druidismo (religião pagã mais popular entre os nativos). Os Romanos fundaram cidades (como Londres, por exemplo) e fortalezas - utilizando engenharia e arquitetura nunca antes vistas na Britânia. Também ergueram muralhas (como a de Adriano - que cruzava a Grã-Bretanha de oeste para leste; cujo propósito era impedir incursões militares de tribos do norte contra o território da Província Romana).
A influência romana também foi muito forte na cultura religiosa britânica. Primeiro, a própria história dos Deuses Celtas foi desaparecendo; transformando-os apenas em Deuses Romanos com nomes celtas (uma relação mais ou menos parecida com a da Mitologia Grega com a Romana). Os romanos também levaram para a ilha o Cristianismo (que, quando da retirada das forças romanas no Século V; já tinha força considerável na Grã-Bretanha). Depois, as próprias disputas internas aumentaram a influência do Cristianismo, fazendo o Druidismo desaparecer gradativamente (e sem deixar muitos registros históricos - já que os Druidas recusavam-se a escrever sobre seus dogmas e rituais).
Curiosamente, há poucas fontes históricas referentes à ocupação romana da Grã-Bretanha. Apenas uma frase sobreviveu a respeito das razões para a construção da Muralha de Adriano. A invasão de Claudius foi bem documentada; e Tacitum incluiu a Rebelião de Boadiceia (de 61 a.C.) na sua história. Na altura do Século V; a influencia romana já havia declinado consideravelmente. As legiões deixaram a ilha (provavelmente na mesma época das invasões saxônicas).
Na esteira do colapso de Roma; por volta de 410 d.C. a Grã-Bretanha foi progressivamente ocupada por povos germânicos. Conhecidos coletivamente como Anglo-Saxões; estes grupos incluíam os Jutos (da Jutlândia); os Saxões (provenientes do noroeste da Alemanha); e os Anglos (provenientes do atual Estado Eslésvico-Holsácia - também na Alemanha). Os Jutos foram o principal grupo de colonizadores em Kent, na Ilha de Wright e de partes da costa de Hampshire; enquanto os Saxões predominaram em todas as outras áreas ao sul do Rio Tâmisa e em Essex e Middlesex. Já os Anglos fixaram-se em Norfolk, Suffolk, Midlands e territórios do norte.
A população da Grã-Bretanha diminuiu drasticamente após o período romano. A redução parece ter sido causada principalmente pela peste e varíola. Sabe-se que a Praga de Justiniano entrou para o mundo mediterrâneo no Século VI e chegou pela primeira vez nas Ilhas Britânicas em 544 ou 545 (quando atingiu a Irlanda). O Annales Cambriae menciona a morte de Maelgwin Gwyned (Rei de Gwynedd) desta peste em 547.
A Cristianização da Grã-Bretanha Anglo-Saxã começou por volta do ano 600 - influenciada pelo Cristianismo Céltico (a partir do noroeste da ilha); e da Igreja Católica Romana (a partir do sudeste). Santo Agostinho (primeiro Arcebispo da Cantuária) assumiu o cargo em 597; e no ano de 601, ele batizou o primeiro Rei Anglo-Saxão pagão (Penda de Mércia - que morreu em 655).
Entre os Séculos VII e VIII; a ilha foi dividida em Sete Reinos Maiores (Wessex, Sussex, Kent, Essex, East Anglia, Mércia e Northumbria); e outros Reinos Menores (Dumnonia, Gwent, Dyfed, Powys, Gwynedd e as tribos escocesas).
A Crônica Anglo-Saxônica registra a incursão de vikings contra o Mosteiro de Lindisfarne (em 793); como o "ponto de partida" da longa história de ataques nórdicos contra a Grã-Bretanha...
Após um período de saques e incursões; os Vikings começaram a colonizar a Grã-Bretanha (inclusive comercializando produtos com os Reinos Bretões). Chegaram em barcos com bons exércitos (na maioria dinamarqueses); e tomaram para si praticamente todos os Reinos Menores (que eram independentes). A partir do fim do Século IX; os nórdicos governavam parte considerável do território britânico (no que era conhecido como Danelaw).
Alfred, o Grande; impediu a invasão dos Vikings em seu reino (Wessex); por meio da construção de diversas fortalezas. Seu sucesso contra as incursões nórdicas e a reorganização do reino por ele empreendida fizeram com que a história lhe outorgasse o epíteto "O Grande". Alfred morreu em 899 e foi sucedido por seu filho (Edward, o Velho). O herdeiro do trono iniciou um programa de expansão do "modelo alfrediano" (construção de fortalezas e cidades protegidas); que fora aplicado em todos os Sete Reinos (reduzindo as animosidades dentre as coroas).
O Rei Athelstan assumiu o trono de Wessex em 924 e deu prosseguimento ao trabalho de seu antecessor na luta contra os Vikings. Em 927, o Reino de Mércia aceitou Athelstan como seu regente; e pela primeira vez, um Anglo-Saxão governou a Grã-Bretanha unificada. Em 937, derrotou a aliança formada pelo Rei Olav de Dublin; Rei Constantine da Escócia; e o Rei Owen de Strathclyde (todos eles de origem viking) na chamada Batalha de Brunanburh; o que consolidou seu controle sobre as terras geladas do norte da Bretanha. Isto sem falar no combate às tribos "independentes" da Dumnonia...
No final do Século X, houve novos ataques escandinavos à Inglaterra. E após a morte do Rei Athelstan; seu herdeiro (Edmund II) foi morto, pouco depois de assumir o trono inglês - sendo substituído por Canut, o Grande (filho de Sweyn, Rei da Dinamarca); que unificou o trono britânico com o Reino Nórdico de seu pai (dominando, assim, quase todo o norte da Europa).
A Grã-Bretanha viveu décadas de guerras entre os herdeiros de Athelstan e de Canut...
Até que em 28 de Setembro de 1.066, William da Normandia invadiu a ilha e combateu ambos os grupos (anglos-saxões e vikings) - muito desgastados após décadas de confrontos. Em 14 de Outubro, na Batalha de Hastings; William derrotou os exércitos ingleses e assassinou o Rei Harold da Noruega - consolidando a sua conquista do trono! Obviamente, houve uma série de rebeliões inglesas e várias invasões nórdicas; mas o Rei William foi capaz de reprimir toda a resistência ao seu governo; estabelecendo um governo duradouro...
A conquista normanda levou a uma mudança radical na história do Estado Inglês. William ordenou a compilação do Domesday Book (uma ampla pesquisa de toda a população e suas terras; que auxiliou na redistribuição de títulos de propriedade; para fins de tributação); e instituiu o idioma francês normando como "língua oficial" na corte britânica; além de fomentar a produção de grãos, leite e carne - comercializando com a França os excedentes de produção.
Henry I (quarto filho de William) sucedeu seu irmão mais velho (William II) como Rei da Inglaterra em 1.100. Ele trabalhou duro para reformar e estabilizar o país; reduzindo as diferenças entre os povos Anglo-Saxões e os Normandos. O regente contou com o apoio dos Barões, da Igreja e do Exército Britânico; mas para isso, foi obrigado a "retribuir gentilezas"...
Uma delas fora a doação de terras da Cornualha à Ordem dos Cavaleiros Templários (em 1.130).
Após sua morte (em 1.135); quem assumiu o trono foi sua filha Matilda. Mas os Barões, a Igreja e o Exército (os três pilares de sustentação do governo de Henry) não apoiaram a Rainha. Isto foi decisivo para que seu primo (Stephen I) se auto-proclamasse o novo Rei da Inglaterra!
Mais uma vez, a Grã-Bretanha mergulhou numa terrível Guerra Civil...
Só em 19 de Dezembro de 1.154 é que o filho de Matilda e do Conde Godfrey de Anjou (Henry II) foi coroado Rei da Inglaterra (após a morte "misteriosa" de seu tio Stephen); encerrando a guerra civil pelo trono de Londres (embora tenha herdado um reino fragmentado).
Desde a infância, Henry II demonstrou ter um temperamento incontrolável (além de impulsos sádicos) - não muito diferente de sua mãe. Tem pouco senso de certo ou errado. Apesar de seu gênio forte, é muito displicente, cruel e não muito inteligente (características que, combinadas, o tornam pendente a julgamentos ruins e irracionais). É um jovem bonito, alto, com cabelos encaracolados e belos olhos verdes (o que o deixa com um aspecto angelical); apesar de seu olhar de desdém. Usa sempre as mais finas vestes e acessórios (como é esperado do Rei Inglês).
Ao longo deste primeiro ano de reinado, Henry II vem se mostrando um governante energético (e as vezes implacável); motivado pelo desejo de restaurar as terras e privilégios de seu avô...
A influência romana também foi muito forte na cultura religiosa britânica. Primeiro, a própria história dos Deuses Celtas foi desaparecendo; transformando-os apenas em Deuses Romanos com nomes celtas (uma relação mais ou menos parecida com a da Mitologia Grega com a Romana). Os romanos também levaram para a ilha o Cristianismo (que, quando da retirada das forças romanas no Século V; já tinha força considerável na Grã-Bretanha). Depois, as próprias disputas internas aumentaram a influência do Cristianismo, fazendo o Druidismo desaparecer gradativamente (e sem deixar muitos registros históricos - já que os Druidas recusavam-se a escrever sobre seus dogmas e rituais).
Curiosamente, há poucas fontes históricas referentes à ocupação romana da Grã-Bretanha. Apenas uma frase sobreviveu a respeito das razões para a construção da Muralha de Adriano. A invasão de Claudius foi bem documentada; e Tacitum incluiu a Rebelião de Boadiceia (de 61 a.C.) na sua história. Na altura do Século V; a influencia romana já havia declinado consideravelmente. As legiões deixaram a ilha (provavelmente na mesma época das invasões saxônicas).
Na esteira do colapso de Roma; por volta de 410 d.C. a Grã-Bretanha foi progressivamente ocupada por povos germânicos. Conhecidos coletivamente como Anglo-Saxões; estes grupos incluíam os Jutos (da Jutlândia); os Saxões (provenientes do noroeste da Alemanha); e os Anglos (provenientes do atual Estado Eslésvico-Holsácia - também na Alemanha). Os Jutos foram o principal grupo de colonizadores em Kent, na Ilha de Wright e de partes da costa de Hampshire; enquanto os Saxões predominaram em todas as outras áreas ao sul do Rio Tâmisa e em Essex e Middlesex. Já os Anglos fixaram-se em Norfolk, Suffolk, Midlands e territórios do norte.
A população da Grã-Bretanha diminuiu drasticamente após o período romano. A redução parece ter sido causada principalmente pela peste e varíola. Sabe-se que a Praga de Justiniano entrou para o mundo mediterrâneo no Século VI e chegou pela primeira vez nas Ilhas Britânicas em 544 ou 545 (quando atingiu a Irlanda). O Annales Cambriae menciona a morte de Maelgwin Gwyned (Rei de Gwynedd) desta peste em 547.
A Cristianização da Grã-Bretanha Anglo-Saxã começou por volta do ano 600 - influenciada pelo Cristianismo Céltico (a partir do noroeste da ilha); e da Igreja Católica Romana (a partir do sudeste). Santo Agostinho (primeiro Arcebispo da Cantuária) assumiu o cargo em 597; e no ano de 601, ele batizou o primeiro Rei Anglo-Saxão pagão (Penda de Mércia - que morreu em 655).
Entre os Séculos VII e VIII; a ilha foi dividida em Sete Reinos Maiores (Wessex, Sussex, Kent, Essex, East Anglia, Mércia e Northumbria); e outros Reinos Menores (Dumnonia, Gwent, Dyfed, Powys, Gwynedd e as tribos escocesas).
A Crônica Anglo-Saxônica registra a incursão de vikings contra o Mosteiro de Lindisfarne (em 793); como o "ponto de partida" da longa história de ataques nórdicos contra a Grã-Bretanha...
Após um período de saques e incursões; os Vikings começaram a colonizar a Grã-Bretanha (inclusive comercializando produtos com os Reinos Bretões). Chegaram em barcos com bons exércitos (na maioria dinamarqueses); e tomaram para si praticamente todos os Reinos Menores (que eram independentes). A partir do fim do Século IX; os nórdicos governavam parte considerável do território britânico (no que era conhecido como Danelaw).
Alfred, o Grande; impediu a invasão dos Vikings em seu reino (Wessex); por meio da construção de diversas fortalezas. Seu sucesso contra as incursões nórdicas e a reorganização do reino por ele empreendida fizeram com que a história lhe outorgasse o epíteto "O Grande". Alfred morreu em 899 e foi sucedido por seu filho (Edward, o Velho). O herdeiro do trono iniciou um programa de expansão do "modelo alfrediano" (construção de fortalezas e cidades protegidas); que fora aplicado em todos os Sete Reinos (reduzindo as animosidades dentre as coroas).
O Rei Athelstan assumiu o trono de Wessex em 924 e deu prosseguimento ao trabalho de seu antecessor na luta contra os Vikings. Em 927, o Reino de Mércia aceitou Athelstan como seu regente; e pela primeira vez, um Anglo-Saxão governou a Grã-Bretanha unificada. Em 937, derrotou a aliança formada pelo Rei Olav de Dublin; Rei Constantine da Escócia; e o Rei Owen de Strathclyde (todos eles de origem viking) na chamada Batalha de Brunanburh; o que consolidou seu controle sobre as terras geladas do norte da Bretanha. Isto sem falar no combate às tribos "independentes" da Dumnonia...
No final do Século X, houve novos ataques escandinavos à Inglaterra. E após a morte do Rei Athelstan; seu herdeiro (Edmund II) foi morto, pouco depois de assumir o trono inglês - sendo substituído por Canut, o Grande (filho de Sweyn, Rei da Dinamarca); que unificou o trono britânico com o Reino Nórdico de seu pai (dominando, assim, quase todo o norte da Europa).
A Grã-Bretanha viveu décadas de guerras entre os herdeiros de Athelstan e de Canut...
Até que em 28 de Setembro de 1.066, William da Normandia invadiu a ilha e combateu ambos os grupos (anglos-saxões e vikings) - muito desgastados após décadas de confrontos. Em 14 de Outubro, na Batalha de Hastings; William derrotou os exércitos ingleses e assassinou o Rei Harold da Noruega - consolidando a sua conquista do trono! Obviamente, houve uma série de rebeliões inglesas e várias invasões nórdicas; mas o Rei William foi capaz de reprimir toda a resistência ao seu governo; estabelecendo um governo duradouro...
A conquista normanda levou a uma mudança radical na história do Estado Inglês. William ordenou a compilação do Domesday Book (uma ampla pesquisa de toda a população e suas terras; que auxiliou na redistribuição de títulos de propriedade; para fins de tributação); e instituiu o idioma francês normando como "língua oficial" na corte britânica; além de fomentar a produção de grãos, leite e carne - comercializando com a França os excedentes de produção.
Henry I (quarto filho de William) sucedeu seu irmão mais velho (William II) como Rei da Inglaterra em 1.100. Ele trabalhou duro para reformar e estabilizar o país; reduzindo as diferenças entre os povos Anglo-Saxões e os Normandos. O regente contou com o apoio dos Barões, da Igreja e do Exército Britânico; mas para isso, foi obrigado a "retribuir gentilezas"...
Uma delas fora a doação de terras da Cornualha à Ordem dos Cavaleiros Templários (em 1.130).
Após sua morte (em 1.135); quem assumiu o trono foi sua filha Matilda. Mas os Barões, a Igreja e o Exército (os três pilares de sustentação do governo de Henry) não apoiaram a Rainha. Isto foi decisivo para que seu primo (Stephen I) se auto-proclamasse o novo Rei da Inglaterra!
Mais uma vez, a Grã-Bretanha mergulhou numa terrível Guerra Civil...
Só em 19 de Dezembro de 1.154 é que o filho de Matilda e do Conde Godfrey de Anjou (Henry II) foi coroado Rei da Inglaterra (após a morte "misteriosa" de seu tio Stephen); encerrando a guerra civil pelo trono de Londres (embora tenha herdado um reino fragmentado).
Desde a infância, Henry II demonstrou ter um temperamento incontrolável (além de impulsos sádicos) - não muito diferente de sua mãe. Tem pouco senso de certo ou errado. Apesar de seu gênio forte, é muito displicente, cruel e não muito inteligente (características que, combinadas, o tornam pendente a julgamentos ruins e irracionais). É um jovem bonito, alto, com cabelos encaracolados e belos olhos verdes (o que o deixa com um aspecto angelical); apesar de seu olhar de desdém. Usa sempre as mais finas vestes e acessórios (como é esperado do Rei Inglês).
Ao longo deste primeiro ano de reinado, Henry II vem se mostrando um governante energético (e as vezes implacável); motivado pelo desejo de restaurar as terras e privilégios de seu avô...




